Vamos meditar um pouco?

sb10066841e 001 Vamos meditar um pouco?Ultimamente somos bombardeados, dos primeiros instantes do dia até os minutos antes de adormecer, com centenas de milhares de estímulos diferentes. Há quem diga que em um jornal diário encontram-se mais informações do que uma pessoa assimilava durante toda a vida há algumas décadas.
Este excesso de informação gera uma intensa dispersão mental. A todo momento, nossa mente deriva para alguma novidade. Isto promove, inegavelmente, stress. A tal ponto que dezenas de patologias sejam associadas a ele e a falta de se “desligar” um pouco. Não um desligar no sentido de dormir ou apagar. Mas se desligar deste turbilhão de estímulos variados. Se abstrair de todas estas dispersões.
Se damos atenção para tudo o que vem de fora, para todos estímulos externos, nos esquecemos do que realmente somos. Deixamos de nos perceber a nós mesmos para se observar com a ótica e o julgamento daqueles que nos observam. A conseqüência disto é a perda da auto-estima e todos efeitos que advém desta perda, chegando até o ponto de se transformar em uma depressão.
Para combater isto há milhares de pessoas que utilizam técnicas de meditação. Na verdade, intuição linear é a melhor definição para esta técnica. Meditar, como técnica, significa parar de pensar. É a parada das ondas mentais, ou instabilidades mentais. E quando param, há vazão para o aflorar de um estado de consciência mais sutil e mais amplo, a intuição linear, a meditação.
No estado de consciência da meditação o conhecimento flui de dentro para fora. E não o contrário, como estamos acostumados. Um conhecimento puro, que não necessita de análises ou confirmações, já que não resulta de algo prévio. Não é a toa que altos executivos utilizam estas técnicas para definir o rumo de suas empresas. Por que procurar fora o que já está guardado dentro? Basta olhar, basta observar.
Enfim, para que a meditação flua mais facilmente, ter um corpo forte, saudável e resistente faz grande diferença. Sem isso, usar a técnica da meditação seria como fortalecer a musculatura de um braço e abandonar o restante do corpo. Através das técnicas do Yôga Antigo, este fortalecimento é facilmente conquistado. Inclusive, os oito feixes de técnicas que fazem parte de sua prática ortodoxa se encerram justamente coroados pela meditação!

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Aula Aberta Com o Mestre DeRose no Parque do Ibirapuera

Apenas para contemplar

Por+do+sol Apenas para contemplar Yôganidrá

Um instante,
um momento,
um desmomento,
entre o ser e o não ser
Entre o sim e o não

O dia e a noite se fundem
O sol e a lua são um

Se descansa da vida
Se supera a morte

Apenas um instante
Em que se é
aquilo que nunca foi
E não se é
aquilo que sempre foi

Apenas É.

A Beleza

rosa+seca+02 A Beleza A Beleza está nos teus olhos.
Enxergas apenas o que queres.
Desenxergas a realidade.
Inventas o que queres ver.
Vê apenas a inverdade.

Hein?

Quantas vezes já te falaram que a terra é redonda? E que ela gira em torno do sol? E que a lua gira em torno da terra?

Mas me diga uma coisa, você já sentiu isso?

O Poder Da Mente

A física quântica surgiu a partir da necessidade de se fundir teorias que explicam o universo. Teorias que explicavam o relacionamento entre os astros do universo não se aplicavam ao travar contato com partículas subatômicas. Esta nova ciência tem o intuito de descobrir uma teoria que explique o todo, micro – e macroscopicamente. Que se faça valer tanto na escala dos planetas e galáxias, como na dos prótons e elétrons.

Engraçado é que a física quântica acabou por se transformar em uma ciência não tão exata. Cujos resultados são alterados de acordo com a observação. Estes cientistas passaram então a travar contato com conceitos antes não abarcados pela ciência, como o conceito de consciência. De diversos graus de consciência. A possibilidade da existência de outros universos. O poder que a mente têm sobre a matéria. Enfim, as possibilidades tornaram-se infinitas.

Já existem muitos livros bem acessíveis para os leigos neste assunto. Basta visitar uma boa livraria para encontrar diversos volumes sobre o assunto.

Mas agora vamos nos concentrar em um assunto bem específico. Um cientista japonês demonstrou, através de cristais de gelo, a forma como os pensamentos influenciam a forma dos mesmos. Quando se projetaram pensamentos mais densos, como ódio, sobre os recipientes de água, os cristais adquiriram formas disformes, aparentemente deformados. Já ao se projetarem pensamentos mais sutis, como amor, os cristais tinham formas simétricas e perfeitas, lindos.

Em outra experiência, vários personagens considerados como grandes mentes foram reunidos em volta de uma caixa preta que continha um recipiente de água com pH neutro. Um recipiente lacrado. A proposta foi de que, através da força do pensamento, estas pessoas aumentassem o pH da água lacrada dentro da caixa preta. Interessante é que o experimento resultou em sucesso em todas as vezes que foi feito.

Isto prova que nossa mente tem a capacidade de influenciar ativamente a criação e a transformação do universo. Mas mais incrível é chegar à conclusão de que através do poder da mente, pode-se criar o que quiser. Então basta desejar, e o universo nos servirá com um prato cheio do bom e do melhor.

Bem, a verdade não é exatamente esta. Em nossa sociedade somos educados para acreditarmos que somos o que pensamos. Ou que somos apenas diversos compostos químicos funcionando de forma conjunta a partir de diversos estímulos elétricos. Que horror, diga-se de passagem. O resultado disto é que todos são estimulados para utilizar apenas o processo racional e analítico da mente. Ou seja, a mente quer apenas novidades, dispersões, alimentos para que continue funcionando da forma incontrolada como a conhecemos.

Não adianta nada querer receber umas dezenas de barras de ouro, se nos instantes seguintes, já se criam todos os empecilhos necessários para que isto não aconteça. E tudo isto ainda está dentro da sua cabeça. Urge a necessidade de se educar a mente. Devemos conduzi-la, e não nos deixar conduzir como quando se leva um grande cachorro não adestrado para passear.

O Yôga Antigo, através de um sem número de técnicas distribuídas em oito feixes, tem como objetivo conduzir o praticante a um estado de híperconsciência, de megalucidez. Isto significa ultrapassar a instabilidade constante da mente, e ainda mais, torna-la uma ferramenta de evolução pessoal.

Interessante é que muitos conceitos teorizados pela física quântica são abordados de forma prática no Yôga. A mente passa a ser treinada para que se consiga manter o foco em apenas um pensamente, ou onda mental. A tal ponto que este treinamento produza o efeito de saturação mental, que culmina no acesso a níveis de consciência mais expandidos. Por outro lado, técnicas de mentalização passam a ser amplamente utilizadas para se criar diversos moldes mentais. Como fôrmas, que definem diversos aspectos da prática, tanto interna – quanto externamente.

Através de uma filosofia prática como o SwáSthya Yôga, é possível vivenciar efetivamente tais fenômenos associados ao poder da mente, e não apenas ficar restrito a teorização sobre eles.

Penso

Mas tenho algo estranho
Sou mais natureza
ser menos humano
Bicho de seda
que como a tecer
tece sua teia
e nela caminha
a bela Vida.

O Tempo Não Para

Pare tudo por alguns instantes e seja apenas um observador.

Você já parou para pensar em quantas coisas estão acontecendo neste exato momento em que você lê estas palavras?

Seu sangue continua correndo em suas veias. Seu sistema nervoso é constantemente solicitado para a devida interpretação da leitura. Os carros passam na rua. O Planeta Terra continua girando. O universo continua seu processo de expansão! Enfim, o tempo continua correndo.

Mas e se fosse possível parar tudo. Parar o tempo. Conquistar a imobilidade completa. Uma vastidão silenciosa e quieta, estática, total e infinita. Será possível.

O tempo nada mais é do que uma impressão de uma parte. Precisamos do tempo para podermos passar por muitas experiências que nos conduzem para a evolução. Como não podemos entender o todo de uma só vez, com certeza por diversas limitações, ai está o tempo, para que se possa assimilar uma coisa de cada vez. Em vez de engolir uma pílula grande demais, partimo-la em várias menores facilmente assimiláveis.

Mas e se fosse possível expandir a consciência a tal ponto de poder entender o todo de forma instantânea? Bom, ao chegar neste estado de consciência, que na filosofia prática do Yôga recebe o nome de samádhi, o tempo para, “não passa”. A noção do tempo é distorcida conforme o grau de consciência que se atinge. Em estados de consciência expandidos temos a impressão de uma longa passagem de tempo que se dá em alguns instantes. Como se fosse percebida a passagem de horas, mas que na realidade objetiva duraram apenas um instante, talvez nem mesmo um segundo.